terça-feira, 3 de novembro de 2009

Saiba mais sobre Benguela


A História da nossa Ombaca ( Benguela) começou há uns milhões de anos antes de nós, quando os gelos dos pólos consumiram o oceano o suficiente para por a descoberto a costa, desde a antiga Sorefame do Lobito até aos montes da exploração de cal do rei do gesso e toda a baixa do ribeiro da Caota, até ao sopé do plateau da Chimalavera.


As chuvas que sucederam ao período de grande seca que prolongava o deserto do Namibe até à floresta do Congo Há cerca de 1.000.000 de anos, fizeram o rio Coporolo, o Caota, o Coringe, o Cavaco, e o Catumbela despejar toda a terra que depois nós conhecemos, conquistando ao mar ano após ano, uma superfície de alguns metros de lama humosa, aqui e acolá fazendo aparecer charcos que se enchiam com água que se misturava com as infiltrações do mar.


Por cima dos platôs ou “mesas” que nós admirávamos (sobretudo quando estalavam os relâmpagos) eram então percorridos por grupos de caçadores desde o cimo das Bimbas ( conhecido por possuir uma grande densidade de árvores com uma madeira do tipo balsa semelhante à árvore de sumaúma), no vale do Cavaco, até arribas da Baía Farta, passando pela Caotinha, até ao Cuio.


Os primeiros grupos humanos ( dos quais restaram apenas os utensílios e os lugares onde fizeram esporádicos acampamentos) Maravilhavam-se, os mais afortunados, com as carnes dos magestosos Elephas Primigénios e o Deinotherium antepassados dos elefantes e demais alimárias, como o antepassado dos ondgiris ( ou olongos - Strepsiceros strepsiceros - kudu), mas seguramente seriam os moluscos bi e uni valves, ( como a mapamba, as quitetas, os cones e as ostras de rocha) e os caranguejos ( como ainda hoje são uma delícia) os elementos proteicos da base da alimentação e naturalmente as plantas comestíveis e os frutos.


Relacionados com esses vestígios estão, por certo os grupos humanos de Homo Erectus Rodhesiensis ( infelizmente não temos ainda vestígios ósseos deste período), conhecedores do fogo e das armas de arremesso que foram responsáveis por uma série de utensílios rudes, que vão dos seixos talhados uni e bi facialmente, às grandes lascas de quartzito talhadas com a forma de machado e os mais elaborados bifaces (os mais cotas conheciam da história do antigo 3º ano do Liceu como “coup de poing”’s) feitos de quartzo e quartzito que hoje estão no Museu da Faculdade de Ciências de Luanda e no mais recente Museu Nacional de Arqueologia em Benguela. A corrente fria de Benguela continuava, como hoje, a trazer à costa os mamíferos conhecidos ( baleias, cachalotes, orcas e golfinhos) até onde hoje são os morros da costa, onde a praia, na altura, se encontrava ( 120 a 80 acima). Este tipo de instrumentos foram encontrados desde as Palmeirinhas a Sul de Luanda, até à Baía das Pipas no Namibe. E no Nordeste de Angola desde Cassange ao Dundo.


Quando isso acontecia, juntavam-se os grupos para as esquartejar e depois secar as suas carnes. ( na estação da Baía Farta, junto à mulola do Dungo, foi recentemente posta à luz do dia, por uma equipa do Museu Nacional de Arqueologia de Benguela, um esqueleto de uma baleia que foi “amanhada” por esses caçadores).


Mais ou menos entre 300.000 anos antes de nós, enquanto que na Europa os Gelos cobriam uma grande parte do Norte e centro e nas terras altas do Sul se formaram os glaciares, o mar inicia a sua lenta descida de nível dos mais ou menos 100 a 80m para o nível actual.
Mais tarde, por volta dos 15.000 anos, depois de vários ciclos de seca e de chuva, as areias terão coberto grande parte do solo, ficando a zona mais desértica, formando dunas e por essa altura, poderão ter chegado aos pântanos da baixa do Cavaco, os nossos patrícios mais ágeis e astutos parentes dos homenzinhos castanho-amarelado que nós chamávamos de mucancalas, hotentotes ou khoisan, deixando-nos os restos das suas oficinas de armas entre o Dombe Grande ( Tchitandalucúa) e a fazenda da Madame Berman ( e do José Maria Burgueira Calças). Assim andaram uns milhares de anos enquanto o Cavaco e os restantes rios e ribeiros sazonais lá iam arrancando mais terra das comgens e despejando-a em direcção à kalunga. Poderão ter sido estes os anos mais felizes dos habitantes da bacia benguelense. Desta mesma época poderão estes sido companheiros de outros homens pequenos, mais fortes que os primeiros, os Mkuísses.

Fonte:benguelakovasso.blogspot.com

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

A Noite da Juventude


A promotora de eventos culturais Grémio de artes Elongiso, de Benguela/Lobito, realizará no dia 25 de Outubro apartir das 19h00, um evento cultural denominado "A noite da Juventude" com o objectivo de fortaleçer o laço de amizade entre os jovens dos Bairro ligados a zona-4.

domingo, 20 de setembro de 2009

Passamos pelo Kutocota


Sexta feira 06h00, nos metemos no caminho em direcção ao município do Balombo, ao sul de Angola, onde aconteceu o Workshop com Pais e encarregados de Educação, das três escolas seleccionadas pelo Projecto: EAC, Escolas Amigas da Criança do mesmo município.


4 horas de viagem até chegarmos. Depois dos trabalhos feitos vinha a tarde de passeio com o objectivo de conhecer as zonas turísticas do município. Fomos ao Rio Kutokota chamado por alguns de kotakota, um grande encanto da mãe natureza de Angola. Um rio com água totalmente quente.

Valeu apenas conhecer, uma vez que nunca tinha visto coisa igual.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Da para acreditar??????????


Não sei o que se passa com a humanidade, tudo porque o que acontece cada dia que passa é de admirar.
por favor que tenhamos mais educação quanto os actos que praticamos, as vezes me pergunto: não será que as drogas nos ajudam a praticar actos semelhantes a este?
Sinto vergonha de ser HUMANOOOOOOOOOOOO....

A Copoeira em Benguela


Núcleo de Capoeira Abadá no Bairro Santa Cruz/ Lobito

Até hoje, as origem da capoeira continuam ser totalmente discutivel "Angola ou Brazil?"

A Ilha dos sentimentos


Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Sabedoria e todos os outros sentimentos.

Por fim o amor. Mas, um dia, foi avisado aos moradores que aquela ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram-se para sair da ilha.Pegaram seus barcos e partiram.


Mas o amor ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse. Quando, por fim, estava quase se afogando, o Amor começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a Riqueza, em um lindo barco. O Amor disse:- Riqueza, leve-me com você.- Não posso.

Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.Ele pediu ajuda a Vaidade, que também vinha passando.- Vaidade, por favor, me ajude.- Não posso te ajudar, Amor, você esta todo molhado e poderia estragar meu barco novo.Então, o amor pediu ajuda a Tristeza.- Tristeza, leve-me com você.- Ah! Amor, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.

Também passou a Alegria, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o amor chamá-la.Já desesperado, o Amor começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:- Vem Amor, eu levo você!Era um velhinho. O Amor ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho. Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a Sabedoria.- Sabedoria, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?A Sabedoria respondeu:- Era o TEMPO.- O Tempo? Mas porque só o Tempo me trouxe? – Porque só o Tempo é capaz de entender o "AMOR"."
Autor: Reinilson Câmara

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Sarampo pode ser eliminado de Àfrica até 2020


A esperança de que a eliminação do sarampo da região africana pode ser até ao
ano 2020 deve-se a redução no número de óbitos causados pela doença, de cerca de
89 porcento, entre o ano 2000 e 2007, afirmou Luís Gomes Sambo.

A avaliação é do director-regional da OMS, Luís Gomes Sambo, quando apresentava,
terça-feira, o relatório da organização aos delegados à 59ª sessão que decorre
em Kigali, Rwanda.

Para ele, os progressos realizados no alcance dos objectivos para 2009, quanto à
redução da mortalidade causada pelo sarampo, atribui-se principalmente ao
empenho dos estados membros na implementação de estratégias, incluindo a
melhoria da cobertura da imunização de rotina e a realização de Actividades
Suplementares de Vacinação (ASV).

Durante as 103 "ASV" realizadas neste período, foram vacinadas 369 milhões de
crianças. Setenta destas ASV alcançaram uma cobertura administrativa igual ou
superior a 95 porcento.

Relativamente a melhorias na vacinação de rotina, 11 países alcançaram uma
cobertura igual ou superior a 90 porcento e 2008, mas apenas as Seychelles
alcançou 100 porcento de todos os distritos com nível de cobertura de 90
porcento.

Luís Gomes acrescentou, contudo, que, apesar do impressionante êxito registado,
é preciso abordar vários desafios, de modo a que seja possível manter os ganhos
alcançados na redução da mortalidade e preparar o caminho para o objectivo da
eliminação do sarampo.

A pontou como desafios, os contínuos surtos de sarampo de grande escala e a
elevada incidência da doença em alguns países, e o acesso inadequado aos
serviços de vacinação de rotina.

Para vencer tais desafios, sublinhou a importância do reforço da qualidade de
vigilância da doença, a qualidade dos dados de monitorização da vacina de
rotina, o empenho e a liderança nacionais, assim como a mobilização de recursos.


03 Sep 2009Fonte:Angop